Eu precisava saber do que se trata esse fenômeno tão presente na cultura popular. Confesso que não aguentava mais ouvir falar em Crepúsculo e não poder comentar com propriedade, ainda que por tabela eu já soubesse de diversos detalhes a respeito. Nunca li nenhum dos livros da série (e agora tenho certeza de que nunca os lerei) e dos filmes havia visto apenas Lua Nova, do qual lembrava de alguns detalhes (não por acaso, embaraçosos).
Eis que, com a iminência do fim dessa auto-denominada ‘saga’ nos cinemas, acabei não resistindo à tentação de fazer uma maratona com os 4 filmes já lançados. Os 3 primeiros até que foram fáceis de assistir (e não confundam isso com elogio ou condescendência). Já o último… Bem, logo chegaremos lá.
Crepúsculo (2008), de Catherine Hardwicke
Como todo best sellerda atualidade, Crepúsculo despertou o interesse dos engravatados de hollywood assim que apareceu nas listas dos mais vendidos, onde permanece até hoje. A história, aliás, parece ter sido elaborada já de olho na possível adaptação cinematográfica (e é engraçado perceber como alguns de seus elementos mais picaretas parecem estar ali apenas para justificar cenas de ação e efeitos visuais). Não li o livro de Stephenye Meyer, portando não posso julgar suas habilidades literárias. Mas sabendo da paranóica fidelidade das adaptações (que afinal, são produzidas com o único intuito de agradar aos fãs da ‘saga’) ao material original, posso afirmar que a história e os personagens que ela criou são de uma pobreza singular.
Lixo Extraordinário é um documentário filmado no período de dois anos que mostra a tragetória do início de uma idéia até a sua transformação em obra de arte.
“Calma, eu quero que você fique absolutamente calmo e confie em mim”. Seria com essa frase que Zero, personagem de Wagner Moura, começaria este texto se fosse ele quem tivesse escrito. Pois bem, assim como ele, peço que confiem em mim e acreditem, O Homem do Futuro é um ótimo filme. O cinema nacional que já passou por diferentes fases durante os anos hoje se concretiza como um grande meio comercial com grandes produções em diversos gêneros, muitos capazes de disputar com filmes norte-americanas e com histórias superiores as que vemos por aí. Grandes exemplos como Tropa de Elite, Os Filhos de Francisco, Se Eu Fosse Você, Cidade de Deus, Mulher Invisível são obras que agradaram ao grande público. O cinema nacional vai muito bem, obrigado.
FICHA TÉCNICA:
Título original – O Homem do Fururo
Lançamento – 2/09/2011
Gênero – Comédia
Direção – Cláudio Torres
Elenco – Wagner Moura, Alinne Moraes, Fernando Ceylão, Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes.
A graphic novel Cowboys & Aliens, criada por Scott Mitchell Rosenberg e escrita por Fred Van Lente e Andrew Folley, com ilustrações de Denis Calero e Luciano Lima, foi lançada em 2006 e rapidamente alcançou considerável sucesso de vendas. A história sobre cowboys que se unem aos índios para combater uma ameaça alienígena é cinematográfica por natureza, era só uma questão de tempo até que fosse adaptada para o cinema. Uma prova de que o projeto era amplamente esperado foi a consagração de Cowboys & Aliens como o filme mais aguardado pelo público do Scream Awards 2010, quase um ano antes de sua estréia.
17 - Um game cujo ritmo você considera interessante
Gears of War (Xbox 360, PC)
Mesmo com uma campanha relativamente curta, podendo ser completada de 6 a 8 horas, o clássico da Epic Games se destaca não apenas pelos lindos gráficos e mecânica revolucionária que o consagraram na época de seu lançamento, mas pela forma com a qual se desenvolve. Gears of War é um shooter em terceira pessoa indispensável para caixistas e PC players, ambientado com uma trama bem construída e com um ritmo igualmente instigante. Mesmo com as cut-scenes, o jogo não fica estagnado em monotonia, mantendo um meio termo entre o desenrolar da história contada e o frenesi do tiroteio. E por isso, merece ser a escolha do dia.
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Em meio a programas infantis marcantes, brinquedos ainda analógicos e o auge da sessão da tarde, os anos 90 foram, o que eu chamaria de, a Era de Ouro dos videogames. Talvez a maior parte dos jogadores hardcore de nossos dias tiveram seu caráter formado pelas gerações 16 e 32 bits e seus respectivos clássicos. Eu me incluo nessa privilegiada parcela da sociedade e desta forma, não poderia deixar de citar o fato de que alguns clássicos se imortalizaram pelo seu espírito inovadoramente transgressor nesta época. A série da extinta Midway, Mortal Kombat, foi objeto de diversão de todo piá pançudo que se prezasse naquela época, mas o que acontece quando os piás pançudos crescem?
As crianças que brincaram com Liu Kang, Sub-Zero e cia ao longo desses 20 anos sentiram falta de um game que representasse a essência da trilogia original da franquia pra atual geração de videogames. A Warner/Netherealm atendeu, e o resultado é o ótimo Mortal Kombat de 2011, um ótimo reboot da franquia que até o momento tem agradado tanto público quanto crítica. Eu e meus amigos (quase todos presentes na equipe Kawabonga) a jogarmos durante quase ininterruptas NOVE HORAS E MEIA SEGUIDAS num sábado no mês do lançamento. Depois disso, realizamos mais alguns campeonatos e amistosos, e ficou claro que o game era nosso preferido pra curtirmos juntos. Pois bem, se você esteve morando na lua ou preso em alguma caverna nos últimos 18 meses e não viu nada sobre o jogo, abaixo um video ilustrativo:
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Dublagem de games para PT-BR ainda é uma coisa relativamente nova no mercado. Tudo bem que as versões nacionais de Legacy of Kain: Soul Reaver e Max Payne já estão aí faz tempo, mas o investimento em lançar “blockbusters” com vozes de bons dubladores profissionais tupiniquins só tem acontecido há não mais que 5 anos, e em doses homeopáticas. Os jogadores brazucas estão certamente vivendo a fase mais privilegiada de videogames no país, seja com a queda de preços nos impostos sobre hardware e software ou com as versões brasileiras dos títulos. Pudemos acompanhar a Microsoft disponibilizando a série Halo com áudio em português desde 2007, e recentemente a Sony resolveu entrar na brincadeira. Infelizmente, do jeito errado.
O assunto que tem repercutido na comunidade de gamers brasileiros essa semana é a versão nacional do novo capítulo da saga de Nathan Drake, Uncharted 3. Isso porque caiu na rede o trailer oficial do jogo em português e a surpresa foi generalizada: a qualidade da dublagem era de gosto totalmente duvidoso. Entre os comentaristas extremistas em fóruns e no youtube, encontramos desde os críticos mais radicais, dizendo que odeiam qualquer coisa dublada em português, até os mais nacionalistas sem critérios de avaliação, defendendo que nós temos que “apoiar cegamente a iniciativa” da Sony em nos entregar um jogo traduzido. Bom, vamos optar pelo bom senso do equilíbrio nesse caso. Devemos incentivar sim, a tradução e redublagem dos títulos no Brasil, mas também é nosso dever como consumidores, exigir um produto final de qualidade, não é mesmo? Pra ilustrar melhor o problema, veja o polêmico trailer antes de continuarmos com o assunto:
Várias das últimas experiências em games dublados em nosso idioma tem sido positivas. Tudo bem que expressões e maneirismos às vezes escapam e soam meio esquisitas, mas aí são falhas de adaptação no processo de tradução e não uma falha técnica quanto a direção, mixagem ou atuação do estúdio. Acontece que tanto a Microsoft, quanto a Blizzard - apenas citando como exemplo de empresas que tem se destacado ultimamente pela atenção dada aos consumidores brasileiros - tem contratado estúdios do nosso próprio país para realizar o trabalho de versão brasileira. E bons estúdios, como no caso de Starcraft II, dublado pela Herbert Richers. Já a Sony, antes de Uncharted, tem em seu histórico duas grandes decepções com a fraquíssima versão em português de Killzone 3 e a quase amadora dublagem de Infamous 2.
Pra piorar a situação, um boato começou a rolar na internet de que antes havia um estúdio brasileiro trabalhando em Uncharted 3 e que este foi dispensado, sendo substituído por uma empresa qualquer de Miami. O boato se confirmou quando o teaser trailer do game vazou na rede, mostrando um monólogo de Drake muitíssimo bem dublado por Ricardo Schnetzer (famoso pelas vozes em português de Nicholas Cage, Richard Gere e Tom Cruise). Logo descobriu-se que o estúdio de dublagem Zeger foi cotado para realizar o projeto e que além de Ricardo no papel do protagonista, Mauro Ramos (Pumba, Shrek e filmes do John Goodman) faria o personagem Victor Sullivan. Você pode conferir o tal video logo abaixo:
Em entrevista ao site Arena Turbo, Igor Lott Zeger Belkind, responsável pelo estúdio disse que entregou o material para a Sony Brasil, que parecia ter gostado do resultado. Entretanto, após enviar para a divisão americana, não tiveram aprovação, e o trabalho foi passado para um desconhecido estúdio em Miami. Belkind disse ainda que o preço cobrado pela Zeger era ainda mais baixo que o da concorrente. A Sony se pronunciou dizendo que a escolha da dublagem do jogo é feita pelo desenvolvedor do mesmo, e se esquivou, jogando a culpa na Naughty Dog. Desde então, os militantes gamers tem reivindicado que a decisão seja revogada e que uma dublagem digna de Uncharted seja entregue nas mãos dos brasileiros.
E parece que já está dando resultado. Após centenas de mensagens deixadas no fórum da Naughty Dog e alguma oporrinhação direcionada ao seu twitter oficial, a desenvolvedora se manifestou. O co-presidente da empresa, Christophe Balestra, disse em seu twitter que “a Naughty Dog não tem nada a ver com a decisão, mas a escolha final foi feita pela própria Sony”. Em seguida, pede a um seguidor para que tenha paciência, pois eles vão ver se é possível que algo seja feito quanto a isso.
Em meio a essa brincadeira de batata quente, ainda não sabemos quem foi o verdadeiro culpado pela escolha infeliz, nem se há mesmo a possibilidade de que o estúdio anterior volte a ser contratado, mas não custa nada aos gamers mostrarem que aqui tem café no bule e pressionarem tanto a companhia por trás do Playstation 3, quanto a criadora do jogo, na esperança de um final feliz pra essa novela. E é bom que seja rápido. Uncharted 3 tem lançamento programado para 11 de novembro de 2011. Se os fãs da série quiserem jogar o game com uma dublagem em português decente, e pra isso não esperar meses de atraso para o lançamento no Brasil, a hora de pegar as foices, enxadas e bandeiras, e se reunir para reivindicar por qualidade é agora.